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#CearádeAtitude: Mães sertanejas empreendem na região jaguaribana PDF Imprimir
Seg, 22 de Maio de 2017 15:08

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Num ambiente de aridez extrema, no interior cearense, mulheres encontram na caprinocultura uma forma de incrementar a economia familiar. O Ceará de Atitude de maio, mês das mães, narra essas histórias de resistência e maternidade


WEB_170511_CAPRINOVIC_MVS6965.jpgAssim como o sertão, Eliane Morais, de 24 anos, é persistência. Para a agricultora, que vive no assentamento Mundo Novo, no interior de Jaguaretama, a 246 km de Fortaleza, a pressa por uma vida debulhada em alegrias não tem um, mas cinco motivos: dois filhos pequenos, o marido, também agricultor, e dois bebês acolhidos numa barriga de sete meses. A extensão da família, entretanto, fez Eliane avistar uma nova oportunidade de renda para a casa: a caprinocultura. “A gente tira o leite das cabras, armazena e faz queijos e doces com o que sobra”, explica.

 

O litro do leite ordenhado é vendido a R$1,65 para o Programa de Aquisição de Alimentos – Leite (PAA – Leite), do Governo do Ceará. Segundo Eliane, “numa época boa”, chegam a ser apurados dez litros de leite caprino por dia. A venda do laticínio, junto à fabricação e distribuição dos derivados, como doce de leite e cocada, dão segurança financeira à mãe. “Dá pra tirar uns 50% a mais. E eu aplico (o dinheiro) na comida; priorizo a alimentação. Muita gente fala que, na gestação, a gente tem que parar. Mas, enquanto eu conseguir trabalhar pra sustentar a família...”,  orgulha-se.

 

WEB_170511_CAPRINOVIC_MVS6864_1.jpgAlém de Eliane, outras mulheres, de cerca de 30 famílias da comunidade, são amparadas pelo programa estadual. Por meio da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), o projeto conferiu dez matrizes leiteiras e um reprodutor caprino às famílias, para otimizar a produção de leite, além de tanques para conservação do alimento. Dilaney Neres, 41, e Jurineide Silva, 45, são algumas das beneficiadas. As mulheres fazem parte da Associação dos Caprinovicultores de Jaguaretama (Associação Capritama).

 

Mãe de três filhos, Dilaney desdobra-se em muitas. Professora da rede municipal de Jaguaretama pela manhã, à tarde ela dedica-se à ordenha e ao preparo, majoritariamente, de queijo coalho – produzido com o excedente do leite mungido. As vendas do produto somam cerca de R$600 na renda do fim do mês. “No interior, as coisas são mais difíceis, né? A gente tem que tentar suprir as necessidades, principalmente quando a gente tem criança. Num dá pra ver um filho da gente querer uma coisa, de alimentação mesmo, sabe? Aí, tem que correr atrás, batalhar, entrar na luta pra ter uma vida melhor”, emociona-se.

 

WEB_170511_CAPRINOVIC_MVS6836.jpgJá para Jurineide, também mãe de três filhos, o acréscimo à renda chega a ser de “100%”. “Meu marido criava cabra, mas a gente nunca tinha tirado o leite. Agora, com esse programa, com os cursos que recebemos, a gente tá tirando leite e fazendo outras coisas. É mais um dinheirinho que entra dentro de casa, né?”, sorriu.

 

Apesar dos anos consecutivos de seca no Ceará, Jurineide disse não ter desistido: da vida no sertão, dos bichos, dos recomeços, do negócio. “A gente economiza, né? Tem que ter água pra gente, mas para os bichos também. Sem água, sem leite”, relaciona.  

 

A receita para a resistência, Juraneide, Eliane e Dilaney não hesitam e são unânimes: a fé em Deus, no campo, a família e seus afetos. Já a fórmula para os queijos e doces, Juraneide, que já teve um queijo premiado como o melhor do Ceará, se apressa: “são feitos com muito amor”.

 

Saiba mais

 

As agricultoras familiares também são atendidas pelo Projeto de Fortalecimento da Caprinocultura Leiteira, um convênio entre a SDA e a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), além de parceria em assistência técnica do Instituto para o Desenvolvimento da Economia Familiar (Idef).

 

Além disso, por meio do programa estadual Hora de Plantar, o Governo do Ceará fornece raquetes de palma forrageira e sorgo, utilizados na alimentação dos caprinos.

 

As famílias recebem, ainda, tanques de resfriamento, kits de higienização de ordenha, acompanhamento técnico sobre reserva alimentar, manejo e qualidade do leite.

 




Fotos: Marcos Studart

 

Caio Faheina
Repórter / Célula de Reportagem

 

Expediente imprensa 19Mai 2017-01

Última atualização em Seg, 22 de Maio de 2017 17:48
 

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